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AVADA KEDAVRAHOGWARTS · 1956
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HOGWARTS · CRÔNICAS DE UMA ERA

REGISTRO HISTÓRICO 1940 — 1956

Uma história
reescrita.

Nem toda magia nasce da luz. Nem toda escuridão se revela nas sombras.

O passado do mundo bruxo não é aquele que você conhece. Conheça os acontecimentos que levaram Hogwarts à beira de uma nova era.

AVADA KEDAVRA · UNIVERSO ALTERNATIVOSCOTLAND · HOGWARTS · 1956
CRÔNICAS · AVADA KEDAVRA

PRÓLOGO · UM MUNDO ALÉM DO CÂNONE

Uma nova história no mundo bruxo.

O mundo que
você vai encontrar.

Nem toda magia nasce da luz. Nem toda escuridão se revela nas sombras.

Há séculos, o mundo bruxo permanece oculto aos olhos da humanidade, protegido por encantamentos, tradições e instituições que atravessaram gerações. Entre castelos ancestrais, criaturas extraordinárias e segredos esquecidos pelo tempo, a magia floresceu como uma força capaz de transformar a realidade. Contudo, onde existe poder, também existem aqueles dispostos a dominá-lo.

Bem-vindo ao Avada Kedavra RPG, uma comunidade de interpretação situada em uma realidade alternativa inspirada no universo de Harry Potter. Nesta história, os acontecimentos não seguem necessariamente a cronologia das obras originais. Personagens conhecidos encontram destinos diferentes, antigas certezas são desfeitas e novos protagonistas participam de um mundo bruxo profundamente transformado.

A história se desenrola em uma época de instabilidade política, perseguição, intolerância e crescente autoritarismo. O Ministério da Magia, outrora responsável por preservar a ordem, tornou-se instrumento de um governo que ameaça as próprias instituições que deveria proteger.

E Hogwarts, a mais célebre escola de magia e bruxaria da Grã-Bretanha, encontra-se no centro de uma disputa que poderá determinar o futuro de toda a comunidade mágica.

Esta não é apenas uma história sobre aprender feitiços. É uma história sobre poder, escolhas, ambição, resistência e os limites entre aquilo que é considerado certo e aquilo que é necessário para sobreviver.

A história começa em 1940
CAPÍTULO IANO DE 1940

A SOMBRA DE GRINDELWALD

A renúncia que mudou Hogwarts para sempre.

Em 21 de janeiro de 1940, uma notícia inesperada abalou profundamente a comunidade bruxa britânica: Armando Dippet, então diretor da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, anunciava sua renúncia.

Naqueles tempos, a influência de Gellert Grindelwald avançava pelo mundo mágico. Seus ideais supremacistas conquistavam simpatizantes, enquanto o medo de uma guerra devastadora pairava sobre as instituições bruxas. Grindelwald não desejava apenas conquistar poder. Pretendia estabelecer uma nova ordem, fundamentada na ideia de que aqueles capazes de realizar magia deveriam exercer domínio sobre os que não possuíam tal habilidade.

Dippet, embora pertencente à Grifinória, casa tradicionalmente associada à coragem, não encontrou forças para enfrentar o cenário que se anunciava. Temendo pela própria segurança e pelo destino de Hogwarts, preferiu abandonar o cargo a conduzir a escola durante um dos períodos mais conturbados de sua história.

A decisão desencadeou uma crise institucional. Professores deixaram seus postos, estudantes passaram a conviver com a incerteza e as divergências políticas alcançaram os corredores do castelo. O Conselho de Governadores de Hogwarts precisou encontrar alguém disposto a assumir uma responsabilidade que poucos desejavam carregar.

Foi nesse contexto que uma mulher se destacou.

Zelda Avis Spellman, então vice-diretora, diretora da Sonserina e professora de Defesa Contra as Artes das Trevas, assumiu a difícil missão de restaurar a estabilidade da escola.

Elegante, austera e dotada de uma personalidade imponente, Zelda não era conhecida pela complacência. Sua autoridade, frequentemente acompanhada de um temperamento severo, contrastava com a fragilidade administrativa que havia tomado conta de Hogwarts. Para ela, o prestígio da escola não deveria ser comprometido pelo medo de qualquer bruxo, independentemente de seu poder.

Entretanto, sua ascensão não ocorreu sem resistência. O professor Phinilys Urquart, diretor da Corvinal e simpatizante declarado dos ideais de Grindelwald, tornou-se seu principal adversário na disputa pela direção. A eleição dividiu opiniões e revelou que o conflito ideológico que ameaçava o mundo exterior já havia alcançado o interior de Hogwarts.

Zelda conseguiu consolidar sua liderança e iniciou um ambicioso processo de reorganização institucional. Novos professores foram contratados, antigas estruturas administrativas foram restauradas e a escola voltou a oferecer aos estudantes uma aparência de normalidade.

Entre os nomes que integraram sua administração estava Flincher Corvius Burke, um bruxo sonserino cuja trajetória se tornaria fundamental para os acontecimentos posteriores.

Durante os quinze anos seguintes, Zelda conduziria Hogwarts em meio a profundas transformações políticas, enfrentando crises que colocariam à prova não apenas sua autoridade, mas também sua capacidade de preservar a independência da escola.

Sua gestão deixaria marcas profundas na história da instituição.

FIM DO CAPÍTULO IPróximo capítulo
CAPÍTULO IIANO DE 1945

A ÚLTIMA BATALHA DE ALVO DUMBLEDORE

Uma vitória conquistada ao preço de uma vida.

Enquanto Hogwarts tentava recuperar sua estabilidade, o restante do mundo bruxo continuava mergulhado na ameaça representada por Gellert Grindelwald.

Sua expansão e seus discursos haviam provocado profundas divisões. Para seus seguidores, Grindelwald representava a possibilidade de uma nova era de grandeza e domínio mágico. Para seus adversários, era a personificação de uma tirania que ameaçava destruir os princípios de convivência entre bruxos e trouxas.

Em 1945, essa disputa alcançou seu momento decisivo.

Alvo Dumbledore e Gellert Grindelwald se enfrentaram em um duelo que entraria definitivamente para a história da magia.

O confronto representava mais do que uma rivalidade entre dois bruxos extraordinariamente poderosos. Era o choque entre concepções opostas sobre o futuro da sociedade mágica.

A batalha terminou com a derrota de Grindelwald e sua posterior prisão. Entretanto, o triunfo trouxe consigo uma perda irreparável: Alvo Dumbledore foi assassinado pelo próprio adversário durante o confronto.

A notícia de sua morte provocou comoção. Hogwarts perdeu um de seus mais respeitados professores, enquanto o mundo bruxo se despedia de uma das figuras que mais haviam se oposto à expansão das Artes das Trevas.

Grindelwald estava derrotado, mas sua ideologia não desaparecera.

A prisão de um homem não significava o desaparecimento de suas ideias. Nos círculos mais conservadores da sociedade bruxa, discursos sobre superioridade mágica continuavam sendo reproduzidos, agora de maneira mais discreta. Alguns de seus antigos simpatizantes permaneceram presentes nas instituições, aguardando circunstâncias favoráveis para recuperar a influência perdida.

A guerra havia terminado. Suas consequências, contudo, apenas começavam.

FIM DO CAPÍTULO IIPróximo capítulo
CAPÍTULO IIIANO DE 1946

A QUEDA DE TOM RIDDLE

O desaparecimento de uma ameaça e o nascimento de outras.

A comunidade bruxa ainda se recuperava da morte de Dumbledore quando outro acontecimento abalou a Grã-Bretanha.

Em 1946, Tom Marvolo Riddle, antigo estudante da Sonserina e um dos mais perigosos bruxos das trevas de sua geração, foi preso pelo auror Henry Yaxley.

Riddle havia construído uma trajetória marcada por inteligência excepcional, ambição desmedida e crescente fascínio por conhecimentos mágicos proibidos. Sua aparente elegância e capacidade de persuasão escondiam uma personalidade profundamente cruel e manipuladora.

As investigações que culminaram em sua prisão o responsabilizaram pelo brutal assassinato de Hepzibah Smith e pelo roubo de um valioso medalhão mágico. Além disso, revelaram sua responsabilidade pela abertura da Câmara Secreta de Hogwarts, episódio que havia colocado em perigo a vida dos estudantes.

Sob a administração do ministro Leonard Spencer-Moon, Tom Riddle foi submetido a um regime de segurança máxima.

A prisão de Riddle, somada à derrota de Grindelwald, parecia anunciar um período de tranquilidade. Dois dos mais temidos bruxos das trevas estavam afastados da sociedade, e muitos acreditavam que o mundo mágico finalmente poderia reconstruir sua estabilidade.

A realidade, entretanto, seria consideravelmente diferente.

Com a ausência de grandes líderes das Artes das Trevas, determinados setores passaram a procurar novos caminhos para estabelecer os mesmos ideais de supremacia que haviam marcado as décadas anteriores.

Dessa vez, a ameaça não precisaria surgir das sombras ou de organizações clandestinas.

Ela poderia nascer dentro do próprio Ministério da Magia.

FIM DO CAPÍTULO IIIPróximo capítulo
CAPÍTULO IVANO DE 1953

A MORTE DE GUILHERMINA TUFT

O começo de uma nova era política.

Nos anos posteriores à guerra, a sociedade bruxa britânica passou por profundas transformações.

Embora os principais líderes das trevas estivessem encarcerados, as ideias de supremacia puro-sangue persistiam entre famílias tradicionais, funcionários públicos e determinados grupos políticos.

Alguns passaram a questionar abertamente os princípios defendidos por Dumbledore, enquanto outros encontravam nos discursos de Grindelwald uma justificativa para suas próprias convicções.

A então ministra da Magia, Guilhermina Tuft, posicionava-se contrariamente a essas tendências. Sua administração, entretanto, demonstrava dificuldades para conter o crescimento dos setores radicais que se organizavam no interior do governo.

A situação alcançou seu ponto mais delicado em 24 de agosto de 1953.

Naquela data, Guilhermina Tuft foi encontrada morta em seu gabinete após consumir um chocolate que continha Alihotsy, uma planta conhecida por suas propriedades mágicas.

As circunstâncias de sua morte imediatamente despertaram suspeitas. Parte da comunidade bruxa acreditava que a ministra havia sido vítima de envenenamento, possivelmente relacionado às disputas políticas que envolviam sua administração.

Entretanto, nenhuma investigação conseguiu comprovar definitivamente essa hipótese.

A morte de Guilhermina deixou o Ministério da Magia diante de um cenário de instabilidade e abriu caminho para uma das eleições mais controversas da história política britânica.

Dois nomes se destacaram na disputa pela sucessão ministerial: Inácio Tuft, filho da ministra falecida, e Conde Dashkov, representante de uma corrente política nacionalista e supremacista em ascensão.

Inácio apresentava-se como defensor da continuidade institucional e da preservação dos princípios que haviam orientado a administração de sua mãe.

Dashkov, por sua vez, prometia restaurar aquilo que denominava a antiga grandeza da sociedade bruxa.

Seus discursos combinavam a defesa da superioridade mágica, a valorização das tradições puro-sangue e propostas de expansão econômica. Ao defender a presença de produtos e comerciantes mágicos britânicos em territórios trouxas, conquistou o apoio de importantes setores comerciais.

A campanha rapidamente se tornou um confronto entre projetos radicalmente diferentes de sociedade.

A polarização atingiu seu ápice quando Dashkov acusou publicamente Inácio Tuft de ter assassinado a própria mãe para conquistar o Ministério.

A acusação, que não havia sido comprovada, transformou a disputa eleitoral em uma sucessão de ataques pessoais, desconfianças e confrontos políticos.

Quando os votos finalmente foram apurados, o resultado marcaria o início de uma nova era.

Conde Dashkov havia sido eleito Ministro da Magia.

FIM DO CAPÍTULO IVPróximo capítulo
CAPÍTULO VA NOVA ORDEM

O DASHKOVISMO — ORDEM, PROSPERIDADE E PERSEGUIÇÃO

Quando a supremacia se tornou política de Estado.

A chegada de Conde Dashkov ao poder representou uma transformação profunda na estrutura política do mundo bruxo britânico.

Sob o discurso de restaurar a ordem, fortalecer a economia e proteger os interesses da comunidade mágica, o novo ministro iniciou um processo de concentração de poder.

Seus apoiadores passaram a denominar essa orientação política de Dashkovismo.

O regime defendia uma sociedade rigidamente hierarquizada, na qual a ascendência mágica exercia influência direta sobre o reconhecimento de direitos, as oportunidades profissionais e a participação nas instituições.

Os bruxos nascidos trouxas e aqueles de ascendência mista tornaram-se os principais alvos dessa política discriminatória.

Funcionários dessas origens foram expulsos do Ministério da Magia. Famílias bruxas pobres, especialmente aquelas sem vínculos tradicionais com o mundo mágico, perderam importantes formas de assistência governamental. Casamentos entre trouxas e bruxos passaram a ser proibidos, aprofundando a separação entre os dois mundos.

A repressão também alcançou os adversários políticos.

Inácio Tuft, antigo candidato ministerial e principal opositor de Dashkov durante as eleições, foi perseguido e posteriormente encarcerado em Azkaban.

A prisão simbolizou uma mudança alarmante: a instituição responsável pela administração da justiça mágica passava a ser utilizada como instrumento de perseguição aos adversários do governo.

Ao mesmo tempo, a economia bruxa atravessava um período de prosperidade.

O crescimento comercial fortalecia a popularidade de Dashkov entre determinados grupos, sobretudo aqueles beneficiados por suas políticas econômicas. Para seus simpatizantes, o ministro havia restaurado a confiança, a autoridade e o prestígio do Ministério.

Para os perseguidos, contudo, a aparente prosperidade escondia uma realidade de medo, discriminação e perda de direitos.

O contraste tornou-se uma das características mais marcantes do regime: enquanto uma parcela da sociedade desfrutava de benefícios econômicos, outra era progressivamente excluída da vida pública.

A influência ministerial expandiu-se sobre instituições que, até então, preservavam considerável autonomia.

E entre elas estava Hogwarts.

FIM DO CAPÍTULO VPróximo capítulo
CAPÍTULO VIANO DE 1955

O FIM DA ERA SPELLMAN

Uma escola, dois governos e uma guerra inevitável.

Imagem em preto e branco do Castelo de Hogwarts, preservada do arquivo original
ARQUIVO VISUAL · O CASTELO DE HOGWARTS

Após quinze anos conduzindo Hogwarts, Zelda Avis Spellman encontrava-se profundamente desgastada.

Sua trajetória havia sido marcada pela reconstrução administrativa da escola, pela ascensão e queda de Grindelwald, pela morte de Dumbledore e pelas transformações políticas que culminaram na instalação do Dashkovismo.

O peso dessas responsabilidades, somado às crescentes tensões entre Hogwarts e o Ministério, tornara sua permanência no cargo cada vez mais difícil.

Em 14 de agosto de 1955, Zelda anunciou sua renúncia à direção-geral.

Diferentemente de Armando Dippet, sua saída não representava uma fuga diante de uma ameaça iminente, mas o encerramento de uma longa administração marcada por crises, disputas e esforços de reorganização.

Zelda, entretanto, não abandonou Hogwarts. Permaneceu vinculada ao corpo docente, conservando sua influência e o respeito conquistado ao longo de sua carreira.

A direção foi entregue ao então vice-diretor, professor de Defesa Contra as Artes das Trevas e diretor da Sonserina, Flincher Corvius Burke.

Burke era um homem de personalidade severa, convicções firmes e uma trajetória marcada por contradições.

Tradicionalista e profundamente ligado aos valores da Sonserina, havia sido simpatizante de ideias supremacistas durante parte de sua vida. Contudo, suas experiências o levaram a reconsiderar algumas dessas posições.

Embora ainda carregasse preconceitos associados à noção de pureza sanguínea, Flincher reconhecia que bruxos nascidos trouxas possuíam capacidades mágicas e direitos que não deveriam ser negados em razão de sua origem.

Sua mudança de pensamento não o transformara em um homem inteiramente livre das antigas convicções, mas estabelecera um limite que não estava disposto a ultrapassar.

Inicialmente, a transição administrativa ocorreu sem grandes dificuldades. Hogwarts continuava funcionando, professores mantinham suas atividades e a nova direção procurava preservar a estabilidade institucional.

Essa tranquilidade, entretanto, duraria pouco.

Conde Dashkov, determinado a ampliar sua influência sobre a educação bruxa, exigiu que Hogwarts interrompesse a admissão de estudantes nascidos trouxas.

A ordem representava uma ameaça direta à autonomia da escola e aos princípios que haviam orientado sua atuação durante gerações.

Flincher Burke recusou-se a obedecer.

Para o novo diretor, Hogwarts não deveria transformar-se em um instrumento de segregação ministerial. A escola existia para formar bruxos e bruxas, independentemente de sua origem familiar, e não para reproduzir integralmente as convicções políticas de quem ocupasse o Ministério.

A recusa desencadeou um confronto institucional sem precedentes na administração de Burke.

O Ministério passou a pressionar Hogwarts, questionando decisões administrativas e procurando enfraquecer a credibilidade de seu diretor.

O Profeta Diário, cada vez mais associado à disseminação dos interesses governamentais, intensificou a publicação de notícias distorcidas e acusações contra Flincher e seus professores.

A imprensa passou a explorar suas antigas convicções e a apresentar versões contraditórias de sua administração, procurando desacreditar sua resistência e alimentar a desconfiança da comunidade bruxa.

Hogwarts encontrava-se diante de um impasse.

Ceder às determinações ministeriais significaria abandonar parte de seus estudantes. Resistir, por outro lado, poderia provocar consequências ainda mais graves para a instituição.

Flincher escolheu resistir.

E, com essa decisão, transformou Hogwarts em um dos principais focos de oposição à política educacional de Conde Dashkov.

FIM DO CAPÍTULO VIPróximo capítulo
CAPÍTULO VIIANO DE 1956

HOGWARTS SOB AMEAÇA

O início de uma história que ainda não foi escrita.

O ano de 1956 começa sob um clima de profunda incerteza.

À primeira vista, Hogwarts continua sendo a escola que encantou gerações de jovens bruxos. Suas torres erguem-se sobre as paisagens escocesas, as salas de aula permanecem iluminadas por velas e os corredores do castelo continuam repletos de estudantes que compartilham amizades, rivalidades e descobertas mágicas.

Professores conduzem suas disciplinas, as quatro casas disputam prestígio e os alunos enfrentam os desafios próprios da formação em magia e bruxaria.

Entretanto, por trás dessa aparente normalidade, a situação é consideravelmente mais delicada.

Exemplares do Profeta Diário circulam pelo castelo trazendo notícias que alimentam as tensões entre a escola e o Ministério. Famílias temem pela segurança dos filhos, professores divergem sobre a maneira de enfrentar o governo e a direção precisa tomar decisões cada vez mais difíceis.

Os estudantes nascidos trouxas encontram-se especialmente vulneráveis. Para muitos deles, Hogwarts representa um dos poucos lugares onde ainda podem exercer plenamente sua condição de bruxos, sem as restrições impostas pelo regime.

Enquanto isso, a autoridade de Flincher Burke é constantemente colocada à prova.

O diretor precisa proteger os estudantes, preservar a autonomia institucional e impedir que a pressão política destrua a estabilidade conquistada por seus antecessores.

Mas os perigos que se aproximam de Hogwarts não se limitam aos corredores do Ministério.

A antiga Floresta Proibida, os corredores pouco frequentados e os recantos esquecidos do castelo guardam mistérios que nem mesmo os professores mais experientes parecem compreender inteiramente.

Uma presença aterradora começa a rondar a história da escola. Relatos de uma figura feminina monstruosa, de aparência envelhecida e comportamento brutal, anunciam uma ameaça capaz de transformar a rotina acadêmica em um verdadeiro pesadelo.

O terror, antes associado principalmente às notícias de perseguição política, passa a adquirir uma dimensão muito mais próxima e concreta.

Hogwarts corre o risco de enfrentar uma crise na qual ameaças sobrenaturais, medo coletivo e disputas institucionais se alimentam mutuamente.

Cada acontecimento poderá fornecer ao Ministério novos argumentos para questionar a capacidade da escola de proteger seus próprios estudantes.

E cada decisão tomada por seus dirigentes poderá determinar se Hogwarts continuará sendo uma instituição independente ou se acabará submetida às determinações do regime.

Em meio a tudo isso, uma nova geração de bruxos e bruxas precisa encontrar seu lugar.

Alguns desejarão apenas concluir os estudos, conquistar prestígio para suas casas e dominar os conhecimentos mágicos ensinados em sala de aula.

Outros poderão se envolver em disputas políticas, investigações perigosas, rivalidades antigas e segredos que ultrapassam os limites do castelo.

Haverá aqueles que preferirão permanecer indiferentes.

E haverá aqueles que descobrirão que, em determinados momentos da história, até mesmo o silêncio pode produzir consequências.

O destino de Hogwarts já não depende exclusivamente de seus diretores, professores ou governantes.

Ele também será construído pelas escolhas daqueles que caminham por seus corredores.

FIM DO CAPÍTULO VIIPróximo capítulo
CAPÍTULO VIIISUA JORNADA

O SEU LUGAR NESTA HISTÓRIA

O Avada Kedavra RPG tem como cenário inicial o ano de 1956, acompanhando uma geração de estudantes que atualmente cursa o quarto ano em Hogwarts.

Neste universo, cada personagem possui a oportunidade de construir sua própria trajetória. A vida escolar, as relações entre as casas, os conflitos pessoais, os acontecimentos políticos e os mistérios que cercam Hogwarts formam o cenário de uma história em constante desenvolvimento.

As decisões dos participantes poderão criar amizades duradouras, rivalidades, descobertas, alianças inesperadas e consequências capazes de ultrapassar as paredes da escola.

O futuro não está inteiramente determinado.

Grindelwald foi derrotado. Dumbledore está morto. Tom Riddle permanece encarcerado. O Ministério da Magia encontra-se sob o comando de um governante autoritário, enquanto Hogwarts procura preservar sua independência.

As antigas certezas já não existem.

E agora, entre a magia, o medo e a ambição, uma nova geração começará a escrever os próximos capítulos da história bruxa.

Bem-vindo a Hogwarts.

Bem-vindo ao Avada Kedavra.

A história não foi escrita para você assistir. Foi escrita para você fazer parte dela.

FIM DO CAPÍTULO VIIISobre este RPG
INFORMAÇÕES DO CENÁRIO

Antes de entrar
em Hogwarts.

01

Período histórico

início de 1956.

02

Etapa acadêmica

os personagens estudantes encontram-se atualmente no quarto ano de Hogwarts.

03

Universo

realidade alternativa inspirada no mundo de Harry Potter, com acontecimentos, personagens, instituições e desenvolvimentos históricos próprios.

04

Contexto político

o Ministério da Magia é governado por Conde Dashkov, enquanto Hogwarts, dirigida por Flincher Corvius Burke, enfrenta crescentes tentativas de interferência governamental.

05

Contexto narrativo

a vida acadêmica ocorre paralelamente a disputas políticas, tensões sociais e ameaças sobrenaturais que poderão influenciar o desenvolvimento dos personagens e da comunidade bruxa.

O PRÓXIMO CAPÍTULO AINDA NÃO EXISTE

A história não foi escrita
para você assistir.

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